Direito Sucessório • 2 Min
Testamento: os tipos mais comuns e quando vale a pena fazer um
Testamento não é só para quem tem muito patrimônio. É uma forma de deixar claro, ainda em vida, como você gostaria que as coisas fossem organizadas depois.

Tatiana Napravnik
Sócia

Para que serve um testamento
O testamento é o documento pelo qual uma pessoa manifesta, ainda em vida, como deseja que parte do seu patrimônio seja destinada após o falecimento. Ele permite, por exemplo, beneficiar alguém que não é herdeiro por lei, dentro dos limites legais, e deixar registrado disposições específicas, como quem cuidará de bens ou de animais de estimação.
Mesmo quando a intenção é apenas seguir a divisão que a lei já determinaria, o testamento pode ser útil para evitar dúvidas futuras, deixando claro, com as próprias palavras de quem o escreveu, quais eram suas vontades.
Tipos mais comuns
Os modelos mais usados são o testamento público, feito em cartório, com a presença de testemunhas, e o testamento particular, escrito e assinado pelo próprio testador, também com testemunhas. Cada um tem exigências formais específicas, e o não cumprimento delas pode colocar em risco a validade do documento.
Testamento costuma ser tratado como um assunto distante, mas na prática é um dos instrumentos mais simples de organizar, e um dos que mais evitam discussão entre herdeiros no futuro.
O que o testamento não pode fazer
A lei reserva uma parte do patrimônio, chamada de legítima, para os herdeiros necessários, como filhos e cônjuge, e essa parte não pode ser afastada por testamento. O documento pode dispor livremente sobre a outra parte do patrimônio, respeitando esse limite.
Quando revisar um testamento já feito
Um testamento não é definitivo: ele pode ser alterado sempre que a pessoa desejar, e vale revisá-lo diante de mudanças relevantes na vida, como nascimento de um filho, casamento, divórcio ou mudança significativa no patrimônio. Manter o documento atualizado é parte do que garante que ele cumpra, de fato, a vontade de quem o escreveu.
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