Medidas protetivas de urgência: o que esperar nas primeiras 48 horas

Medidas protetivas de urgência podem ser pedidas quando há risco imediato à integridade de uma mulher em situação de violência doméstica. Entenda o que esperar das primeiras horas depois do pedido.

Gisele Martorelli

Gisele Martorelli

Sócia Fundadora

Direito de Família5 minutos

Medidas protetivas de urgência: o que esperar nas primeiras 48 horas

O que são as medidas protetivas de urgência

As medidas protetivas de urgência são pedidas judicialmente para proteger, de forma rápida, uma mulher em situação de violência doméstica ou familiar. Elas podem incluir, por exemplo, o afastamento do agressor do lar, a proibição de aproximação e de contato, e a proibição de frequentar determinados lugares onde a mulher costuma estar.

O pedido pode ser feito diretamente pela mulher, com o apoio de um advogado, ou por meio de um boletim de ocorrência registrado na delegacia, que encaminha o caso para avaliação judicial. A urgência do procedimento existe justamente para que a proteção não dependa da tramitação de um processo comum.

O que esperar logo depois do pedido

Depois que o pedido é registrado, a expectativa é que a análise judicial aconteça em prazo curto, justamente por se tratar de uma medida de urgência. Nas primeiras horas, o mais importante costuma ser reunir o máximo de informação possível sobre a situação: histórico de agressões anteriores, mensagens, testemunhas e qualquer registro que ajude a demonstrar o risco.

É natural que esse seja um momento de muita tensão, e contar com apoio, seja de um advogado, de uma rede de acolhimento ou de pessoas próximas de confiança, faz diferença tanto para a segurança imediata quanto para conseguir organizar as informações necessárias ao pedido.

Nas primeiras horas depois de pedir ajuda, a prioridade não é o processo em si, é a segurança. O acompanhamento jurídico existe para que essa mulher não precise lidar sozinha com os dois ao mesmo tempo.

Depois da medida concedida

Uma vez concedida, a medida protetiva precisa ser cumprida pelo agressor, e o descumprimento tem consequências jurídicas específicas. Isso não elimina, sozinho, todo o risco, e por isso costuma ser tratado como parte de uma rede maior de proteção, que pode incluir apoio psicológico, rede de acolhimento e, quando necessário, outras medidas legais.

Buscar ajuda o quanto antes

Se você está vivendo uma situação de violência doméstica, buscar orientação jurídica o quanto antes ajuda a entender quais medidas de proteção estão disponíveis e como pedir cada uma delas. Não é preciso esperar uma situação extrema para procurar ajuda.

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